FIM DE TARDE

Mais uma tarde cálida se encerra
enquanto o sol se esvai no horizonte,
meu verso é este grão de terra
inspiração tão perto e tão distante.

Dentro do peito, feliz meu coração,
ensaia ao som dessa música vespertina,
que o fim de tarde transforma em canção
e faz do meu amor minha maestrina.

De grão em grão se faz uma montanha,
de som em som compõe-se um hino,
de verso em verso meu peito se assanha:
- Oh! Meu Deus! Já ouço badalar um sino!

Onde estará esta igrejinha, onde?
O entardecer transforma tudo em prece,
lá onde o crepúsculo se esconde,
enquanto o dia aos poucos anoitece.

O meu peito é límpida capela,
onde o sino bate no meu coração,
cada badalada diz pra mim: - É ela!
Transformando o amor em pura oração.


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