MISSÃO DE PAZ

Sentimos vibrar por dentro do peito

um sentimento de intensa paz

apesar dos destroços da cidade,

pois havia... ruínas... em Porto Príncipe,

pessoas carentes, doentes nos leitos,

mas havia a nossa volta um belo país,

um mar caribenho, azul de bondade,

passando pelo tempo como um antílope.  

 

Nesse tempo de saudade que agora ecoa

entre choros de mãos estendidas e mudas

a pedir caridade... bálsamos para as dores,

lembro que havia tristeza entre os haitianos,

mas não a tristeza de ser triste à toa

que com um pouco de amor se iluda

e se esqueça de uma vez os dissabores,

triste, por viver num mundo de desenganos.

 

Conheci pessoas humildes, amigos,

que ficaram pelas terras do Haiti.

Thomas, Luckner, Kersy e Vidal,

entre outros tantos, intérpretes da Nação,

juntos repartimos os pães de trigo,

e sentimos saudades ao nos ver partir,

entre os olhos que a afeição tornou igual

unindo-nos como irmãos de sangue no coração.

 

Cultivamos a amizade entre nossos povos,

numa missão de paz - e assim sempre seja, -

motivo que enobrece... momentos de saudades...

Lembranças que guardarei comigo, até o fim,

pois entre os pensamentos bons eu me renovo,

e queira Deus que um dia eu os reveja

nessa nação em plena e ardente felicidade,

nesta paixão que em mim arde por ti... Haiti!

 
 
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